Nunca nada fez sentido.
Nem nunca fará.
Pois quando fizer perderá toda sua magía.
A base de impulsos, tudo vai e volta.
Tudo é estabelecido, sem pensar muito no que vai acontecer.
Acontecerá o que for.
Só se sabe que nunca se entenderá.
Nunca foi pra se entender.
Não se quer entender tão pouco.
Assim como o céu de Saigon.
Que nunca fez sentido algum, mas que parecia fazer todo sentido do mundo.
domingo, 18 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
Eduardo e Mônica.
Como diz o título, é uma história à la Eduardo e Mônica.
Será?
Eduardo, confuso, quer entendê-la.
Seu perfume ainda está entranhado em sua camiseta.
Seu rosto está impresso em sua memória.
Não quer sair de lá.
Nunca.
Ele queria mesmo poder usar a chave e entrar.
Mas ela parecia discordar.
Ela parecia opor a si mesma.
Mas quem ira dizer?
A razão das coisas feitas pelo coração parecia se esconder baixo preocupações.
Ele, assim como Mônica- ou outro nome - tinha medo.
Medo de se deixar levar, medo de deixar tudo acontecer.
Independente da vontade que batia forte no peito.
Independente de tudo, ele ainda quer que Mônica faça parte de sua vida.
Mônica também quer, ele supõe.
Sua aflição o faz se decepcionar, talvez com algo fantasioso pré meditado.
Não é outra qualquer.
É Mônica.
É ela.
Que apesar de terem tudo diferente.
Tem tudo igual.
Seja o tempo que for, tudo será igual.
Tudo será diferente.
Será?
Eduardo, confuso, quer entendê-la.
Seu perfume ainda está entranhado em sua camiseta.
Seu rosto está impresso em sua memória.
Não quer sair de lá.
Nunca.
Ele queria mesmo poder usar a chave e entrar.
Mas ela parecia discordar.
Ela parecia opor a si mesma.
Mas quem ira dizer?
A razão das coisas feitas pelo coração parecia se esconder baixo preocupações.
Ele, assim como Mônica- ou outro nome - tinha medo.
Medo de se deixar levar, medo de deixar tudo acontecer.
Independente da vontade que batia forte no peito.
Independente de tudo, ele ainda quer que Mônica faça parte de sua vida.
Mônica também quer, ele supõe.
Sua aflição o faz se decepcionar, talvez com algo fantasioso pré meditado.
Não é outra qualquer.
É Mônica.
É ela.
Que apesar de terem tudo diferente.
Tem tudo igual.
Seja o tempo que for, tudo será igual.
Tudo será diferente.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
O gramado ao sol.
Quero sumir as vezes, as vezes não, é quase sempre que eu me encontro pensando nessa possibilidade. Uma possibilidade que não tem hora nem estado emocional. Estou triste, quero sumir, para refletir, para chorar onde ninguém possa ver o escorrer das minhas lágrimas pelo meu rosto barbado, poder correr, e como se fosse um espásmo, me atirar, e afundar no sofá, gritar, cantar, transformar o que eu sinto em algo que os outros possam perceber, mas que ninguém nunca perceberá. Quando estou feliz, quero sumir, para sorrir, correr, e me atirar, e afundar no sofá, e gritar, cantar, transformar o que sinto em algo que os outros possam perceber, que todos tentem sentir o que eu sinto. Seja pela felicidade ou tristeza, tenho a necessidade de sumir. Todos temos. Todos temos emoções, todos nós queremos correr com o intuito de canalizar somente o que queremos sentir, e o sumir físico torna-se uma alavanca para que possamos sumir psicológicamente para onde quer que seja, seja feliz ou triste.
sábado, 10 de abril de 2010
Zé Dom
Conheci a José Donato, mas conhecido como Zé Dom, um homem já pela sua terceira década, na verdade já estava nos finalíssimos de sua terceira década. Morava em um apartamento simples, que todas as segundas-feiras ecoava o som frio e metálico de um emaranhado transitacional, cuberto de luzes, motores e fumaça, como se o som já não fosse suficiente. No meio do caos, Zé saia de casa sempre a pé, com um velho sapato de couro já marcado, indicando o uso intenso. Complementava com uma calça jeans em estado razoável, um cinto para combinar com o sapato, uma blusa social desabotoada deixando à mostra seu pequeno cordão de ouro, com um pingente de cruz, regalado pela sua avó já falecida. Nesse dia ocasionalmente, Seu Dom vestia também uma jaqueta de couro, fazendo juz ao sapato, estando tão desgastada como o tal. João chegava ao trabalho religiosamente às nove da manhã, e voltava para casa somente após as seis da tarde; um emprego de carga horária leviana, ainda mais com as corriqueiras saidas de Zé até o térreo do prédio, para poder fumar seu cigarro e ter um tempo para si mesmo. Dom Dom era um fumante de longa data. Tinha começado a fumar aos 17, majoritáriamente por influência das amizades. Lembra-se que os cigarros, de tanto fumados, já serviam como um relógio, como uma medida de tempo, estabelecendo qualquer saida para a rua após um cigarro, ou dois. Como se dissessemos:
- "AH, depois desse cigarro a gente vai."- Ou até;
- "Deixa só eu acabar este daqui e a gente sai."
Mas esse seu vício nos dias de hoje já vira a mostrar algumas evidências de um verdadeiro fumante. Seus dentes por mais que escovados conferiam uma aparência cinzenta, e seus dedos amarelados, causa do intensivo banho de nicotina esparramado a cada vez que acendia-se o isqueiro.
Regressava à casa, onde fumava um pouco mais, e se sentava em uma antiga poltrona da década de oitenta. Ligava a televisão e, em um perfeito timing buscava sua cerveja gelada na cozinha enquanto a televisão começava a ligar. Sentado de novo, degustava sua cerveja como a última que tomara, mas não dava muita importância à televisão, já que estava passando um bando de merda mesmo, segundo ele.
De repente, Zé Dom sente uma forte fisgada no coração, e luta para se levantar, mais não consegue, se joga na poltrona e perde todas suas forças deixando com que a garrafa de vidro escuro caisse no chão, derramando cerveja, já que a sua morte não tinha derramado sangue.
Foi uma morte por acaso, que só vieram a descubrir uns dois días depois. Zé morreu ao som de Originais do Samba, ouvindo sua musica predileta; Falador passa mal, que por coincidência passava o clipe na televisão no momento em que fulminava-se o falecimento. Uma morte um quanto paradoxal. Mas, para falar a verdade, ninguém sabe o momento em que se morre. Nós só temos certeza de uma pequena coisa na vida. Não sabemos o que seremos, o que faremos, como viviremos amanhã, só sabemos que pode ser um dia qualquer, em um lugar qualquer, ao som de qualquer coisa que vamos morrer. Que no caso de Zé Dom foi uma segunda-feira qualquer.
- "AH, depois desse cigarro a gente vai."- Ou até;
- "Deixa só eu acabar este daqui e a gente sai."
Mas esse seu vício nos dias de hoje já vira a mostrar algumas evidências de um verdadeiro fumante. Seus dentes por mais que escovados conferiam uma aparência cinzenta, e seus dedos amarelados, causa do intensivo banho de nicotina esparramado a cada vez que acendia-se o isqueiro.
Regressava à casa, onde fumava um pouco mais, e se sentava em uma antiga poltrona da década de oitenta. Ligava a televisão e, em um perfeito timing buscava sua cerveja gelada na cozinha enquanto a televisão começava a ligar. Sentado de novo, degustava sua cerveja como a última que tomara, mas não dava muita importância à televisão, já que estava passando um bando de merda mesmo, segundo ele.
De repente, Zé Dom sente uma forte fisgada no coração, e luta para se levantar, mais não consegue, se joga na poltrona e perde todas suas forças deixando com que a garrafa de vidro escuro caisse no chão, derramando cerveja, já que a sua morte não tinha derramado sangue.
Foi uma morte por acaso, que só vieram a descubrir uns dois días depois. Zé morreu ao som de Originais do Samba, ouvindo sua musica predileta; Falador passa mal, que por coincidência passava o clipe na televisão no momento em que fulminava-se o falecimento. Uma morte um quanto paradoxal. Mas, para falar a verdade, ninguém sabe o momento em que se morre. Nós só temos certeza de uma pequena coisa na vida. Não sabemos o que seremos, o que faremos, como viviremos amanhã, só sabemos que pode ser um dia qualquer, em um lugar qualquer, ao som de qualquer coisa que vamos morrer. Que no caso de Zé Dom foi uma segunda-feira qualquer.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Eu e minha pessoa.
Há muito tempo não escrevo, não sei se é falta de tempo, ou qualquer outro fator interno ou externo. Hoje meu interior bateu mais forte e botou pra fora essa necessidade de escrever alguma coisa. Mesmo que fosse somente um bando de idéias jogadas na tela do computador, ou algo até menos sofisticado que isso. Tenho me sentido vazio, sem vida, um robô programado para botar de lado o que realmente sente, se é que robôs sentem alguma coisa. Ao parecer, tenho usado máscaras para retratar uma expressão completamente antagônica a qual eu realmente sinto. Tenho escutado música muito alta no meu quarto com o intuito, de quem sabe, calar as mágoas que rondam meus ouvidos. Porém não é suficiente. Por mais que tenho tentado fugir de tudo isso que me consome, que me cansa minhas forças não são suficientes no momento. Quanto mais tento me afastar, mais me abalo, aproximando-me mais do que antes estava. Penso que devo relaxar, mas acabo me preocupando mais, e quanto mais me preocupo mais penso que devo relaxar. Vivo nesse ciclo doentío que me deixa tonto. Me reviro e debato em minha cama, imitando os movimentos de meus pensamentos dentro da minha cabeça. Dores de cabeça me avisam que ando pensando exageradamente, que preciso esvaziar essa minha cabeça, pra ver se pelomenos os pensamentos deixem de se debater. Preciso de uma válvula de escape, preciso de uma corretivo, preciso tirar minha máscara e quem sabe se eu for menos blasé comigo mesmo eu possa mudar pra melhor.
domingo, 25 de outubro de 2009
Dia Chuvoso
O dia lá fora é chuvoso, são 18 horas mas a claridade ainda é presente, graças ao horário de verão. Mas isso não vem ao caso. Chove lá fora, decido fazer algo da minha vida. Ignoro a chuva, ponho meu capuz e saio para andar por aí. A medida que vou andando, o sol vai também andando em direção aos leitos montanhosos, e se esquiva atrás de prédios, deixando apenas rastros luminosos no meio de tanta escuridão que está por vir. Com a chuva, parece que a noite vem mais rápido. E com a noite parece que a chuva aumenta a cada pingo que se esparrama no chão. Ando em calçadas desertas, da onde os desprotegidos sairam a busca de refúgio. As luzes amareladas dos postes delineam os pingos em forma de triângulo. Olho pra cima e vejo somente pingos, correndo em minha direção, mas com tudo isso, sigo o meu rumo. Resolvo me sentar em um banco de aspecto colonial, em uma praça deserta, porém que transmitia um ar de aconchego, de calor, naquela noite fria e chuvosa. Fico lá, horas sentado, minha pele já começa a enrrugar com tantos pingos que já bombardearam-a. Rugas, rugas que a cada dia aumentam, rugas que representam uma gravura de mais um dia vivido, mais um dia que talvez não possa ter sido o melhor, mas concerteza é importante. Quando reparo, vejo alguém tão enrrugado quanto eu sentando-se ao meu lado. De uma maneira um tão quanto esquisita nos apresentamos baixo aquela chuva, mal podendo entender o nome um do outro, de tão barulhentos os pingos. Não nos deixando abalar, continuamos a conversar naquele banco colonial. A medida que iamos conversando, a chuva aumentava, e o céu escurecia, e os pensamentos corriam cada vez mais forte e mais rápido. Até que repentinamente, algo tão inesperado acontece. Mais inesperado do que o surgimento daquela pessoa ao meu lado nesse dia chuvoso. Num piscar de olhos, me aproximo e a beijo como se fosse um lindo dia de sol. Os pingos parecem ter congelados no ar, como se tivessem parado para observar o beijo baixo aquela tempestade. Toda aquela conversa antes deu a impressão de que eu conhecia a tal pessoa, uma linda mulher de olhos verdes, a bastante tempo. Talvez até de uma vida passada, então continuamos com a conversa. Alguns minutos depois, uma grande nevôa invade a praça, e faz com que tudo se torne difícil de enxergar. Quando finalmente consigo ver alguma coisa concreta, realizo que a linda mulher havía simplismente desaparecido. Tento entender, e até mesmo achá-la baixo aquela chuva, mas logo acabo desistindo. Volto pra casa, pensando como aquilo tinha acontecido, passo pelo mesmo poste, que desta vez piscava de forma ritmica, quase assustadora. É então quando deixo de pensar na linda mulher e vejo que nunca tive uma conversa tão boa baixo ciscunstancias tão ruins. Talvez o simples fato de ter acontecido o que aconteceu já valheu a pena, então já não havia necessidade de que acontecesse mais nada. Então ela simplismente se foi, naquele dia chuvoso, ela veio, e se foi.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Pedir para viver em um mundo melhor pra mim é muita mordomia. Tão pouco nunca me contentei de viver no mundo que vivo, mas cabe a mim mudá-lo, e não esperar que o mundo simplesmente mude a meu favor. No país em que vivemos a coisa tá realmente preta, pra não dizer obscura. Tanta coisa pra fazer e o nosso querido Duduzinho Paes resolve fazer um baile funk no Palácio Guanabara, tá tudo bem, não tenho nada contra. Mas tenho a leve desconfiança de que hajam outras prioridades mais imediatas que esta. Ou então nosso amiguinho Zezé Sarney, que é praticamente dono do estado do Maranhão todo, e que ainda tem a cara de pau de continuar no Senado, achando que é o rei da cocada preta, como se ninguém soubesse que ele é um exímio santo, pra não ser irônico. Ou será que devíamos falar do ex presidente da república, Nandinho Collor, que não contente de ter literalmente fudido nosso país alguns anos atrás, resolve voltar à política. O que me deixa mais perplexo é que ainda tem gente que permitiu ele chegar onde está hoje, porque cair do céu ele não caiu, pois anjinho aqui só o Sarney mesmo, né. Estou cansado dessa hipocrisia em que vivemos, aonde todo mundo lava as mãos e bota a culpa no próximo. O famoso deixa para amanhã o que pode ser feito hoje reina. Estou cansado com esse pouco caso que fazemos em relação à política do nosso país. Estou mais cansado ainda dos falsos nacionalistas que alimentam essa grande massa de inúteis egocêntricos.Estou cansado de políticos que só pensam no seu próprio bolso, ou então que são os fodões do bairro Peixoto por usarem terno, andarem em carros importados, e roubarem cade mísero centavo da população que paga uma porrada de impostos que nem quem inventou-os sabe para que metade deles serve. Se é pra realmente melhorar alguma coisa em nosso país ou se é somente pra esvaziar os nossos, e encher os bolsos de quem não merece? Política hoje em dia, pelo menos no Brasil, virou festa. Afinal de contas, tudo acaba em pizza...
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