segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Eu e minha pessoa.

Há muito tempo não escrevo, não sei se é falta de tempo, ou qualquer outro fator interno ou externo. Hoje meu interior bateu mais forte e botou pra fora essa necessidade de escrever alguma coisa. Mesmo que fosse somente um bando de idéias jogadas na tela do computador, ou algo até menos sofisticado que isso. Tenho me sentido vazio, sem vida, um robô programado para botar de lado o que realmente sente, se é que robôs sentem alguma coisa. Ao parecer, tenho usado máscaras para retratar uma expressão completamente antagônica a qual eu realmente sinto. Tenho escutado música muito alta no meu quarto com o intuito, de quem sabe, calar as mágoas que rondam meus ouvidos. Porém não é suficiente. Por mais que tenho tentado fugir de tudo isso que me consome, que me cansa minhas forças não são suficientes no momento. Quanto mais tento me afastar, mais me abalo, aproximando-me mais do que antes estava. Penso que devo relaxar, mas acabo me preocupando mais, e quanto mais me preocupo mais penso que devo relaxar. Vivo nesse ciclo doentío que me deixa tonto. Me reviro e debato em minha cama, imitando os movimentos de meus pensamentos dentro da minha cabeça. Dores de cabeça me avisam que ando pensando exageradamente, que preciso esvaziar essa minha cabeça, pra ver se pelomenos os pensamentos deixem de se debater. Preciso de uma válvula de escape, preciso de uma corretivo, preciso tirar minha máscara e quem sabe se eu for menos blasé comigo mesmo eu possa mudar pra melhor.

domingo, 25 de outubro de 2009

Dia Chuvoso

O dia lá fora é chuvoso, são 18 horas mas a claridade ainda é presente, graças ao horário de verão. Mas isso não vem ao caso. Chove lá fora, decido fazer algo da minha vida. Ignoro a chuva, ponho meu capuz e saio para andar por aí. A medida que vou andando, o sol vai também andando em direção aos leitos montanhosos, e se esquiva atrás de prédios, deixando apenas rastros luminosos no meio de tanta escuridão que está por vir. Com a chuva, parece que a noite vem mais rápido. E com a noite parece que a chuva aumenta a cada pingo que se esparrama no chão. Ando em calçadas desertas, da onde os desprotegidos sairam a busca de refúgio. As luzes amareladas dos postes delineam os pingos em forma de triângulo. Olho pra cima e vejo somente pingos, correndo em minha direção, mas com tudo isso, sigo o meu rumo. Resolvo me sentar em um banco de aspecto colonial, em uma praça deserta, porém que transmitia um ar de aconchego, de calor, naquela noite fria e chuvosa. Fico lá, horas sentado, minha pele já começa a enrrugar com tantos pingos que já bombardearam-a. Rugas, rugas que a cada dia aumentam, rugas que representam uma gravura de mais um dia vivido, mais um dia que talvez não possa ter sido o melhor, mas concerteza é importante. Quando reparo, vejo alguém tão enrrugado quanto eu sentando-se ao meu lado. De uma maneira um tão quanto esquisita nos apresentamos baixo aquela chuva, mal podendo entender o nome um do outro, de tão barulhentos os pingos. Não nos deixando abalar, continuamos a conversar naquele banco colonial. A medida que iamos conversando, a chuva aumentava, e o céu escurecia, e os pensamentos corriam cada vez mais forte e mais rápido. Até que repentinamente, algo tão inesperado acontece. Mais inesperado do que o surgimento daquela pessoa ao meu lado nesse dia chuvoso. Num piscar de olhos, me aproximo e a beijo como se fosse um lindo dia de sol. Os pingos parecem ter congelados no ar, como se tivessem parado para observar o beijo baixo aquela tempestade. Toda aquela conversa antes deu a impressão de que eu conhecia a tal pessoa, uma linda mulher de olhos verdes, a bastante tempo. Talvez até de uma vida passada, então continuamos com a conversa. Alguns minutos depois, uma grande nevôa invade a praça, e faz com que tudo se torne difícil de enxergar. Quando finalmente consigo ver alguma coisa concreta, realizo que a linda mulher havía simplismente desaparecido. Tento entender, e até mesmo achá-la baixo aquela chuva, mas logo acabo desistindo. Volto pra casa, pensando como aquilo tinha acontecido, passo pelo mesmo poste, que desta vez piscava de forma ritmica, quase assustadora. É então quando deixo de pensar na linda mulher e vejo que nunca tive uma conversa tão boa baixo ciscunstancias tão ruins. Talvez o simples fato de ter acontecido o que aconteceu já valheu a pena, então já não havia necessidade de que acontecesse mais nada. Então ela simplismente se foi, naquele dia chuvoso, ela veio, e se foi.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pedir para viver em um mundo melhor pra mim é muita mordomia. Tão pouco nunca me contentei de viver no mundo que vivo, mas cabe a mim mudá-lo, e não esperar que o mundo simplesmente mude a meu favor. No país em que vivemos a coisa tá realmente preta, pra não dizer obscura. Tanta coisa pra fazer e o nosso querido Duduzinho Paes resolve fazer um baile funk no Palácio Guanabara, tá tudo bem, não tenho nada contra. Mas tenho a leve desconfiança de que hajam outras prioridades mais imediatas que esta. Ou então nosso amiguinho Zezé Sarney, que é praticamente dono do estado do Maranhão todo, e que ainda tem a cara de pau de continuar no Senado, achando que é o rei da cocada preta, como se ninguém soubesse que ele é um exímio santo, pra não ser irônico. Ou será que devíamos falar do ex presidente da república, Nandinho Collor, que não contente de ter literalmente fudido nosso país alguns anos atrás, resolve voltar à política. O que me deixa mais perplexo é que ainda tem gente que permitiu ele chegar onde está hoje, porque cair do céu ele não caiu, pois anjinho aqui só o Sarney mesmo, né. Estou cansado dessa hipocrisia em que vivemos, aonde todo mundo lava as mãos e bota a culpa no próximo. O famoso deixa para amanhã o que pode ser feito hoje reina. Estou cansado com esse pouco caso que fazemos em relação à política do nosso país. Estou mais cansado ainda dos falsos nacionalistas que alimentam essa grande massa de inúteis egocêntricos.Estou cansado de políticos que só pensam no seu próprio bolso, ou então que são os fodões do bairro Peixoto por usarem terno, andarem em carros importados, e roubarem cade mísero centavo da população que paga uma porrada de impostos que nem quem inventou-os sabe para que metade deles serve. Se é pra realmente melhorar alguma coisa em nosso país ou se é somente pra esvaziar os nossos, e encher os bolsos de quem não merece? Política hoje em dia, pelo menos no Brasil, virou festa. Afinal de contas, tudo acaba em pizza...

sábado, 29 de agosto de 2009

Coração Proparoxítono

Em meu coração bélico
bomebeia-se sangue índigo
sangue de um sentimento trágico
sangue congelante, sangue ártico

Em meu coração cálido
bombeia-se sangue mágico
sangue de um sentimento nostálgico
sangue puro, sangue límpido

Em meu coração automático
bombeia-se sangue plástico
de um sentimento simpático
sangue que corre, sangue rápido

Coração este, errático
de entendê-lo nada prático
sangue de comportamento lúcido
com temperamento bêbado

Coração à contra-mão do tráfego
Sem destino nem temática
Seus batimentos, quase erótico
Desesperados, enfático

Coração sem pânico
com um ritmo tônico
ritmo fraco, quase anêmico
Porém virtuoso como um pássaro

Uma caixa, um túmulo
em forma de orgão, um prostíbulo
Um processador não tão lógico
Um mesmo nada esquemático

Um instrumento sem fôlego
Um fantasma sem máscara
Um involuntário músculo
aonde corre sangue ácido


Apenas um coração sólido.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Post {Infinito.}

As vezes acho que eu sonho demais. Mas também acho que isso é normal, não é? Todo mundo deve sonhar assim pelomenos de vez em quando, eu acho. Sempre sonhei mas ultimamente tenho viajado em minhas idéias, brisado em milhões de coisa que eu quero fazer, e não sei o motivo. Talvez possa ser porque tenho me sentido meio preso ultimamente, não sei. Sonho em poder viajar até o infinito, ou pelomenos até aonde seja possivel, quero poder disfrutar a cada de segundo de minha música preferida, até meus ouvidos fazerem bico. Quero tudo isso com um pouco mais, quero tudo isso com aquelas pessoas que me entendem, que riem ao ver eu rir, que sabem que aquele meu sorriso é a mais pura verdade demonstrando o meu estado de felicidade por inteiro. Quero poder aproveitar tudo, quero sumir, viver o meu mundo, junto com aqueles que racham esse mesmo mundo comigo. Afinal de contas, ningúem está sozinho, por mais sozinho que queira estar. Pois se a vida toda fosse para se viver sozinho, passaria muito de vagar. Aí não teria graça nenhuma..

domingo, 16 de agosto de 2009

Perdi a conta desta porra.

Não sei muito bem definir o que sinto quando penso nisto que eu sinto. Sei que é o sentimento que enche meus pulmões de ar, e que me faz gritar bem alto para o mundo todo, ou pelomenos para o bairro mais próximo que sou feliz. E não se trata de amor propiamente dito, mas sim um amor diferenciado, e não aquele amor de casal que todo mundo está acostumado a ver e sentir. É um amor sorriso, um amor perigo, um amor ombro amigo, um amor que o quero sempre comigo. Não sei se é porque somos tão iguais ou tão diferentes, mas seja o que for que continue assim, pelomenos de perder esse amor eu não corro risco. Só pra parar e pensar como tudo aconteceu já valhe a pena, aonde dois seres que antes só se cumprimentavam por um simples ato de boas maneiras tornaram se portadores desse amor amigo, ou melhor, esse amor joinha.

Te amo e voce sabe disso.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Post # 15

Momentos difíceis na vida todos têm. Mas acho que são os bons momentos que diferenciam alguém de outro alguém. Nunca fui alguém completamente feliz, mas também nunca fui inteiramente triste. Acho que sempre fui uma oscilação entre esses dois sentimentos tão distantes, porém tão, tão parecidos. Sempre me senti como aquelas típicas máscaras de teatro, que demonstram a tristeza no drama e a felicidade na comédia, mas pra mim nunca foi suficiente ser uma máscara, sempre me pareceu que as mesmas escondem o verdadeiro eu de mim mesmo. É uma mera fachada mediante a qual eu enfrento a vida. Sempre busquei ser eu mesmo, indenpendentemente se ser triste ou feliz, ser eu, sem máscaras. A cada dia me redescubro mais e mais, a cada dia vejo que tenho perto de mim seres que pensam como eu, pessoas com as quais eu divido meus sentimentos, meus pensamentos, pessoas com as quais eu me divido. Pessoas que também se dividem comigo, que também racham suas inconsistências comigo, suas propias bipolaridades, seus própios 'Eus'. E a essas pessoas sou muito grato, e continuarei sendo
equanto a felicidade nos mantenha unido, ou enquanto a tristeza nos mantenha mais unidos ainda.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Post # 14

Cara feia pra que? Nunca entendi o motivo, e pelo visto nunca entenderei também. Mas sei como curar isso; são pequenas coisas a se fazer. Saia, tente se descontrair, esqueça de sua vida por um momento e viva aquele momento, só aquele momento. Viaje pra onde Judas perdeu as meias, pois as botas ele perdeu bem antes, com teus amigos, com tua família. Entre no hotel, brinque com as almofadas, pule na cama para simplesmente satisfazer aquela vontade do momento. Conheça novos lugares, conheça novas pessoas, conheça novas culturas, com o propósito de se entender. Vá a lojas de departamento, experimente chapéus e ornamentos ridículos, ria, faça com que os outros riam também. Entre com mais 6 dentro do carro, ligue a música ao máximo, ria mais um pouco, e veja como os olhos dos outros brilham ao ver os teus brilharem também. Saia para comer, corra na rua, experimente comidas exóticas, ria, sorria, viva nada mais do que o momento. Vire a noite coberto até o pescoço, converse, ria mais um pouco, veja o nascer do sol, o canto dos pássaros, acompanhe com um assuviar meio desafinado, não importa, por tanto que te faça rir. Tudo não importa, nunca importou e nunca importará pois mesmo depois que tudo acabe, haverá aquela lembrança que nunca mais vai te fazer ficar de cara feia. Isso eu te garanto.

sábado, 18 de julho de 2009

Post # 13

Nunca gostei muito de seguir certas regras, certos padrões. Mas não acho que isso seja ser do contra, pra mim sempre foi ser eu mesmo. Sempre quis poder inovar, gritar ao mundo que viver é muito mais do que simplesmente viver. Viver pra mim nunca foi algo cronológico, algo robótico. Viver nunca foi, não é, e nunca será retilíneo, pelo menos não diante meus olhos. Viver, realmente viver é prometer a si mesmo que amanhã haverá um motivo ainda melhor do que o de hoje para continuar vivendo. Viver é jogar conversa fora, viver é tomar um forte café, viver é rir mesmo que não faça sentido, viver é encontrar em alguma coisa aquele cálido bem estar, viver é muito mais do que ter apenar um coração latejante. No final do dia, viver se resume a um acúmulo de sentimentos que nos dá a mera sensação de estar vivo.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Post # 12

Medo de morrer? Não tenho. Talvez você possa estar se confundindo medo de morrer com medo de morrer na hora errada. Morrer todo mundo vai algum dia, não é? Bem, acho que sim. Tenho é medo de morrer, mas um morrer diferente, um morrer lento, um morrer das cores, da vida. Não quero ser eterno sendo infeliz, quero ser alegre, incessantemente alegre pra sempre, cujo eu chamo de até eu morrer. Quero é poder viver a vida sem olhar pra trás, sem se preocupar em nada, mas ao mesmo tempo se preocupar em tudo. Quero ser mais um que olha pro céu e sorri que diz pra si mesmo; Sou feliz. Quero pintar, bordar, tocar, jogar, arremessar, quero tudo, antes de morrer. Mas me vem aquele que não sabe o que é viver e me diz para que eu leve as coisas com mais calma. Não quero ter calma na hora de desfrutar cada batimento cardíaco meu! Quero emoção, quero calor, quero é vida. Quero sim viver, porque nada sei, e se não viver, também nunca saberei, porque a única coisa que eu realmente sei e que algum dia vou morrer.

sábado, 27 de junho de 2009

Post # 11

Momentos de desespero todos têm. Nesse momento buscamos respostas em tudo, em nada.
Achamos que qualquer coisa é causadora de tal problema crônico, tudo nos é confuso.
Reviramos nossas cabeças de canto em canto em busca de algum consolo, de alguma resposta.
Resposta não aos nossos problemas, mas sim algo que nos dê a sensação de controle.
Controle do que está em volta de nós, que é o que nos deixa confuso.
Mas de repente achamos um ponto, um lugar para onde olhar que nos trás calma.
Lugar esse o menos concreto, o que menos conhecemos ao nosso redor. O céu.
Parece que o conhecemos, mas só temos uma mera imagem dele.
Nunca o tocamos, nunca o cheiramos, nunca o ouvimos, nunca nada.
A única coisa que já tenhamos sentido do céu é o sol.
O seu forte calor, que nos pinta, que nos dá vida.
O sol, que é pra onde eu olho quando estou sem respostas.
E olho, olho atentamente, até que a minha visão se torna um grande clarão.
E é nesse mesmo clarão, aonde eu não consigo ver nada, que eu acho todas as minhas respostas.

Post # 9+1

"I fought the war, I fought the war, but the war won."
-"Monster Hospitar" by Metric.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Post # 9

Dia final para a entrega dos textos do concruso literário do ph amanhã, esta é a minha chance ;

Quartas – Feiras
Batem Seis horas de uma manhã ainda escura, a aurora impressa no céu indica que é o começo de um dia novo, um dia como todos os outros. Levanto-me ao som de um pequeno aparelho que corre através da maratona do tempo, e que comemora gritando quando atinge a sua meta. Fico de pé, mas ainda sinto como se estivesse deitado. Olho pela janela e vejo o sol, ainda tímido, também se levantando, cansado entre as montanhas. Dirijo-me ao chuveiro, e com um astral tedioso me banho baixo um choro ardente, de um chuveiro que também teve que acordar cedo. Acolhe-me os braços cálidos da toalha, e abraçando-me entra no quarto, e me posiciona de volta onde me encontrava inicialmente. Visto minha farda e desço em direção á cozinha, onde tenho a primeira refeição do dia, um dia de guerra. Tento manter minhas emoções em sigilo, assim como tento fugir do sono, que persiste em fechar meus olhos. O dia é monótono, chato. Cumprimento as pessoas, tento ser cordial, desamarro um sorriso ou outro. De repente, o sono cansa de me procurar, e some. Minha mão pesada, fechada, exala fadiga depois de um árduo dia escrevendo. E assim o dia passa, paralelamente com ponteiros que giram bêbados, ao redor de números, em total sincronismo. Bate no relógio Uma hora da tarde, e o sol, já recuperado, mantém-se firme e bravio no céu. Saio e olho para os lados, tentando enxergar o que estive esperando a manhã inteira. Mas é como se os brilhantes feixes solares, somados com a minha desesperação, ofuscassem a minha vista e me impedissem de ver. Espero um pouco mais, ansiosamente. Finalmente a encontro. Sua expressão facial também indica que sentiu e passou por tudo aquilo que passei pela manhã. Minha alma pula de alegria, enquanto meus músculos se contraem, e meu corpo suspira fortemente ao abraçá-la. Dirigimo-nos à mureta, onde nos sentamos proximamente e cuspimos palavras de nossas bocas, palavras certeiras, de total harmonia entre si. Meu coração pula incessantemente, bate forte. Meu corpo é aquecido pelo dela, meu sorriso é contagiado pelo dela. O sol, já cansado, dirige-se aos seus aposentos astrais, pois sabe que amanhã será outro dia cansativo. Eu também volto à minha casa, pois sei que será outro dia de guerra; Quinta-Feira. Mas adormeço triste, porque sei que não será Quarta-Feira. Então desejo, e suplico aos bêbados ponteiros que bebam mais, assim possam girar mais rápido, para que novamente volte a ser Quarta-Feira, para que novamente possa refugiar-me do cansaço bélico, e descansar junto a ela; O meu amor.

sábado, 20 de junho de 2009

Post # 8

Tudo que estou vivendo neste momento não tem sentido
Pois se tivesse se quer um pouco, já teria vivido
Tenho absoluta certeza do que por você sinto
Porém quando digo que não tenho medo eu minto

Medo, medo de perder-te, medo de sofrer
Porque com você ao meu lado quero viver
Aproveitar a vida para sempre, até morrer
Porém uma vida é pouco para tudo eu te dizer

Dizer que te amo, mas que amar é pouco
Seria mais apropiado dizer que por ti sou louco
Que me desculpes pora todos os meus defeitos
Por que sei que nem você nem eu somos perfeitos

Mas sou perfeito o suficiente, porque te tenho ao meu lado
Meu tesoro, minha luz, meu bem mais amado.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Post # 7

Em minhas veias corre sangue, corre tinta
Bombeadas por um bombo, grave e profundo
Minha alma flutua mas continua faminta
Com fome de groove, fome de spray, fome de mundo
Com tudo, ouço, crio, pinto, admiro, faço a minha parte
E ái de quem dizer que o ser humano não é feito de arte

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Post # 6

Seis pés baixo terra;

Desamparado, reconheço e realizo
É um fenômeno da vida
Devia ter tomado mais juízo
Ter achado outro jeito como saída

Mas infelizmente é esse
Por mais que seja de máxima importância
Me parece um tremendo desinteresse,
O que me separa não é somente a distância

Não tenho vontade nem de pensar
Sabendo que a dor não vai passar
Após rosas e lágrimas não resta nada
Somente a lembrança bem guardada

Não tive tempo de demonstrar meu amor
E de seu corpo já se vá o calor
Desejo que pudesse voltar os dias
Para que pudesse presenciar por última vez
Todas as suas virtudes e manías
E suspirar com o bem que ele me fez

terça-feira, 9 de junho de 2009

Post # 5

Brincadeira feita em aula;

Suando, tremendo
Me sinto trancado, abafado
O que está acontecendo?
Sinto-me atordoado, deshidratado
Finalmente paro para avaliar
O maldito ar-condicionado acabou de quebrar


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Post #4

Por Favor, Obrigado. Acho que nasci em uma época diferente, uma época onde ter bons modos e educação era algo bondoso, admirável. Hoje em dia é difícil, mas não impossível. Por isso me pergunto, pra onde foi toda essa educação, sumiu? Talvez. Talvez o significado de educação tenha mudado, não tenho certeza. Já testemunhei ocasiões nas quais alguém que tenha exclamado uma pequena migalha de educação, tenha sido diminuída ao tamanho dessa mesma migalha; uma humilhação desprezível. Um simples obrigado ou uma simples perdão é sinônimo de uma atitude covarde, uma atitude amedrontada. Mas também quem foi que disse que ser grosso, ser mal educado é sinônimo de dureza, força, virtude? Pra mim essas visões estão trocadas. Então me ponho a pensar porque essa troca existe. Será que é um fruto proveniente da colheita de mil descuidos antes plantados? Será que é uma conseqüência do nosso estilo de vida? Ou será realmente um foda-se coletivo aos bons modos? Quem sou eu para julgar...

domingo, 7 de junho de 2009

Post # 3

Penso, logo existo
Escrevo, logo concretizo minha existência
Assim, eternizo minha ideologia
Torno-me imortal.

sábado, 6 de junho de 2009

Post # 2

Será que sou o que realmente devo ser
Ou tudo que faço está errado, ao parecer
No que ando errando? O que é que não consigo perceber
Ando nadando contra a corrente dos demás, mas o que fazer?

Nadando, nado e nado em um mar de mentiras e falsidades
Falsas pessoas, com falsas identidades
Que ao parecer, são meros mortais querendo voltar pra casa em paz
Que não ligam para os demás, dos que correm atrás
Me canso, cansado pergunto porque tanta falsidade, tanta fachada
Talvez porque não são capazes de fazer melhor, porque pegaram a estrada errada

Paro e penso, realizo que prefiro ter poucos porém amigos
Do que ter mil, dois mil meros conhecidos
Pois em horas de dificuldade, de turbulência
São aos poucos a quem posso cobrar-lhes assistência
E todos podem me acusar de loucura, demência

Porém sei, que por mais que seja duro
Me protejeram à risca e à juro
Pois toda grande amizade
É premeditada para durar toda a eternidade.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Simples assim, Post #1.

Que tudo que é errado neste mundo se resolva; impossível.
Para que o errado deixe de existir é necessario que tudo seja certo.
Mas só há o certo porque há o errado, e vice-versa. Então o que há de se fazer?
Não é viável exterminar um extremo de algo que é coexistente, então como é que se resolve?
Simples, há de se aprender a distiguir o que é verdadeiramente certo, e o que é realmente errado.
Porém as vezes o certo a se fazer pode parecer errado, assim como o errado pode parecer completamente certo.

E é exatamente por essa desconfiança, por essa indefinição que não é tão simples assim
exterminar com tudo que é errado, ou certo.